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2010: FIV leva o Nobel de Medicina


O Prêmio Nobel de Medicina foi atribuído, em 2010, a Robert G. Edwards, um biólogo inglês que, juntamente com um colega médico, Patrick Steptoe, desenvolveu o procedimento de fertilização in vitro.


Edwards passou boa parte de sua carreira na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde dedicou-se por mais de 20 anos a estudar e compreender uma série de problemas na obtenção de óvulos e espermatozoides que pudessem amadurecer e unir-se com sucesso, fora do corpo humano. Seu colega, Steptoe, ginecologista e pioneiro da cirurgia laparoscópica, foi o responsável por extrair os óvulos da futura mãe de Louise Brown, o primeiro bebê nascido pelas técnicas de fertilização in vitro no mundo.


No início de suas pesquisas, Edwards e Steptoe tentaram por dois anos obter óvulos que pudessem amadurecer fora do corpo. Ambos persistiram muito: foram mais de 40 transferências de embriões, antes de obter sua primeira gravidez.


A ciência que mudou a família

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, Louise Brown, em 25 de julho de 1978, cerca de oito milhões de bebês, segundo dados do International Committee Monitoring Assisted Reproductive Technologies, em todo o mundo, foram concebidos pela técnica criada por Edwards e Steptoe, onde óvulos e espermatozoides se encontram fora do corpo humano e depois são depositados no útero da mãe, para que se desenvolvam normalmente.


“O procedimento de fertilização in vitro superou a barreira de muitas causas de infertilidade, anteriormente, consideradas intratáveis. E é utilizado em todo o mundo”, afirma a ginecologista e obstetra, Melissa Cavagnoli, da Clínica Hope.


Todos os avanços registrados no campo da medicina reprodutiva despertam preocupações profundas nas pessoas e, muitas vezes, ainda geram reações contrárias de indignação, “acusações de brincar de Deus” e de não aceitação. A nascimento de Louise Brown não fugiu a esta regra. Na época, o salto científico dado por Steptoe e Edwards foi atacado por uma trindade poderosa: a imprensa, o papa e laureados do próprio Prêmio Nobel.

Apesar de fertilização in vitro ser hoje amplamente aceita, o nascimento do primeiro “bebê de proveta” foi recebido com preocupação intensa, muitos defendiam que a ordem moral estava sendo subvertida pela “intervenção sobrenatural no misterioso processo de criação” de um ser humano.

Edwards sempre esteve consciente sobre as questões éticas levantadas por sua pesquisa. Com o passar do tempo, as acusações foram se extinguindo gradualmente. Como ficou claro que os bebês nascidos por fertilização in vitro eram saudáveis e que seus pais estavam muito felizes por começarem uma nova uma família, o tempo confirmou a segurança da técnica.


“Como prova de que a pesquisa de Edwards e Steptoe revelou-se tão controversa à época, a dupla não contou com recursos públicos para financiar seu estudo. Eles obtiveram apenas recursos privados para dar seguimento ao trabalho”, conta Melissa Cavagnoli.


Tanto Edwards, quanto Steptoe, tiveram que suportar uma chuva incessante de críticas, enquanto desenvolviam a técnica. Edwards escreveu na revista Nature Medicine, em 2001, após receber o prêmio Lasker, que “os estudiosos criticaram-nos, fizeram a previsão do nascimento de bebês anormais, acusaram-nos de enganar os casais inférteis e deturparam o nosso trabalho, classificando-o como uma forma de adquirir embriões humanos para pesquisa”.


Edwards lutou muito para defender sua posição, formou alianças com comissões de ética da Igreja da Inglaterra, impediu ações de difamação e pediu o arquivamento de vários processos judiciais. Mesmo após o nascimento de Louise Brown, o governo britânico continuou recusando-se a apoiar sua pesquisa, que foi adiada por mais dois anos e meio, até que ele garantiu fundos privados para continuar seus trabalhos.


A capacidade de fertilizar óvulos no laboratório possibilitou vários outros avanços significativos no campo da tecnologia de reprodução, como o desenvolvimento do diagnóstico pré-implantacional e a cultura de células-tronco embrionárias.


Já em 1980, Edwards estava muito interessado em células-tronco embrionárias humanas e começou a trabalhar para desenvolvê-las. Em 1984, publicou um artigo na revista Science, relatando a cultura de blastocistos humanos, os embriões pré-implantacionais, a partir dos quais as células-tronco são derivadas.


Mas novamente, Edwards teve que interromper seu trabalho por causa da polêmica provocada na Inglaterra. Edwards era constantemente envolvido em processos judiciais. Apenas em 1998, James Thomson, da Universidade de Wisconsin, obteve sucesso na obtenção de células-tronco embrionárias.


Frutos do progresso

Como herdeiros do legado científico de Edwards e Steptoe, hoje gerar um bebê é possível para casais que de outra forma não poderiam ter filhos biológicos.

“Mesmo em meio a muitos desafios ainda a serem vencidos – gravidez de múltiplos, acesso amplo às técnicas de reprodução humana assistida – não podemos fugir do mérito do Prêmio: Edwards e Steptoe reescreveram as regras de fertilidade”, defende a diretora da Clínica Hope.


E o que antes era impossível, hoje, é a norma. O que sempre esbarrava nos limites da natureza – quem poderia se tornar pai/mãe, em que idade, por que meios – têm sido um conceito em evolução desde a criação da fertilização in vitro e de procedimentos relacionados. Dessa forma, Edwards e Steptoe não mudaram apenas os pressupostos, parâmetros e definições de gravidez, mas também os conceitos de família, maternidade e paternidade.


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Diretor Clínico: Dra. Amanda Volpato Alvarez - CRM 122.447 - GINECOLOGIA E OBSTETRICIA - RQE nº 25680 - REPRODUÇÃO ASSISTIDA - RQE nº 25680-1

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