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Famílias monoparentais: crianças desenvolvem-se bem


Um estudo comparando o bem-estar de crianças que crescem em famílias monoparentais e crianças criadas por heterossexuais com pai e mãe não encontrou diferenças em termos de relacionamento pai-filho ou de desenvolvimento infantil. O estudo constatou que as mães solteiras, por escolha, tinham uma maior rede de apoio social.


Segundo os pesquisadores, as crianças de ambos os tipos de família estão indo bem em termos de bem-estar.  “Mas é preciso destacar que mães solteiras, por escolha, e seus filhos se beneficiam de uma boa rede de apoio social. Isso deve ser enfatizado no aconselhamento de mulheres que desejam ter e criar um filho sem um parceiro”, afirma a ginecologista e obstetra, Amanda Volpato, diretora da Clínica Hope.


O tratamento de fertilidade para mulheres solteiras está disponível na maioria dos países europeus, bem como no Brasil,  e é um procedimento cada vez mais popular  entre as mulheres solteiras que desejam engravidar sem um parceiro, ou seja, são mães solteiras por opção.


“A suposição de que crescer em uma família sem pai não é bom para uma criança baseia-se principalmente em pesquisas com crianças cujos pais são divorciados e que, portanto, sofrem com conflitos parentais. É provável que qualquer influência negativa no desenvolvimento infantil dependa mais de um relacionamento problemático entre pais e filhos e não da ausência de um pai”, observa Amanda Volpato, especialista em Reprodução Humana.


Nova realidade social

As mães solteiras, por escolha, decidem conscientemente criar o filho sozinhas, em contraste com as mães solteiras não intencionais. O estudo foi feito para analisar  as características específicas dessas famílias de mães solteiras por escolha, visando descobrir se existem diferenças entre elas e as famílias heterossexuais em termos de relacionamento pai-filho, apoio social dos pais e bem-estar dos filhos.


Os pesquisadores fizeram uma comparação de 69 mães solteiras por escolha (que sabidamente escolheram criar seus filhos sozinhas) e 59 mães de famílias heterossexuais de dois pais com um filho entre 1,5 e 6 anos. As relações pai-filho,  rede de apoio social das mães e  bem-estar das crianças foram comparados entre os tipos de família, de acordo com três questionários validados. A análise tirou três conclusões principais:

  1. Não houve diferenças significativas entre os tipos de família no envolvimento emocional ou no estresse dos pais;

  2. Mães solteiras por escolha apresentaram pontuações significativamente mais altas no apoio social que receberam, mas também em buscar mais apoio social;

  3. Não houve diferenças significativas no comportamento  da criança (bem-estar) entre os dois tipos de família.

A conclusão do estudo é que as crianças que crescem com mães solteiras por escolha parecem ter um relacionamento pai-filho semelhante ao das famílias heterossexuais de dois pais.


Os sistemas de apoio acolhidos pelas mães solteiras eram informais e formais: os primeiros eram pais, outra família, amigos, vizinhos ou babá, enquanto os últimos incluíam professores, médicos de família, pediatras, programas de televisão ou artigos sobre Educação Infantil.


“Uma rede social forte é de importância crucial. Todas as mulheres que consideram a maternidade solteira por opção devem contar com uma forte rede social – irmãos, irmãs, pais, amigos. E nunca devem ter medo de pedir ajuda”, defende a diretora da Clínica Hope.


Estudos anteriores já vêm traçando o perfil desse novo grupo de mães solteiras. A grande maioria preferiria ter um filho com um parceiro. Mas, como o tempo vai se esgotando em função da idade da mulher, elas optam por fazê-lo sozinhas. A maioria dessas mulheres é financeiramente estável, conta com nível de educação superior e já teve relacionamentos significativos com parceiros no passado.


“O tratamento de fertilidade para mulheres solteiras é um procedimento cada vez mais popular, mas ainda não há números exatos disponíveis, mesmo em países com registros detalhados de fertilização in vitro”, observa Amanda Volpato.


A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 226, § 4º positivou o reconhecimento da família constituída por um dos pais e seus filhos, chamando-a de família monoparental, utilizaram-se dessa terminologia para deixar explícito que é formada por apenas a mãe ou o pai e seus descendentes, ou seja, terá somente a presença de um genitor que será responsável pelo sustento, educação e criação dos filhos.


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Diretor Clínico: Dra. Amanda Volpato Alvarez - CRM 122.447 - GINECOLOGIA E OBSTETRICIA - RQE nº 25680 - REPRODUÇÃO ASSISTIDA - RQE nº 25680-1

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