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Ovodoação e Epigenética



Uma preocupação recorrente das pacientes receptoras é que a carga genética do filho será baseada em informações provenientes do óvulo da doadora e não dela. Entretanto, é importante salientar que o DNA não é o único responsável pelas características do ser humano. Do ponto de vista genético, todas as pessoas apresentam um código genético quase idêntico (99,9% dos nossos genes são idênticos). Isto significa que as diferenças que vemos ao nascimento entre uma criança e outra não dependem somente do conjunto de genes herdados dos gametas, mas da influência importante dos efeitos do ambiente que determinam como se dará a expressão desse código genético.


Em outras palavras, o DNA não é o único responsável pelas características do ser humano e, independente da origem do óvulo, são fundamentais para formação e desenvolvimento do embrião os efeitos do ambiente, como por exemplo, o útero. Estudos têm comprovado que o ambiente intrauterino durante a gestação pode promover essas modificações na expressão do código genético.


A expressão gênica nesse processo, ou seja, a maneira como as características herdadas do espermatozoide e do óvulo serão expressas para moldar o embrião e o desenvolvimento da futura criança, é definida pelo que chamamos de epigenética, e quem determina quais genes serão ativados ou não é o ambiente os quais chamamos de fatores epigenéticos (ambiente intraútero, alimentação, prática de exercícios físicos e hábitos de vida etc.).


Com isso, as mães que foram receptoras vão influenciar na genética dos bebês que gestaram, influenciando assim o desenvolvimento da criança de diversas formas ao longo da sua vida como, por exemplo, o comportamento social, cognitivo e até mesmo de hábitos de vida, tornando esses bebês únicos!!


Dra. Amanda Volpato


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