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Por que a transferência de um único embrião, durante a FIV, pode resultar em gêmeos ou trigêmeos?


Existe uma tendência no mundo todo em diminuir o número de embriões transferidos para o útero materno nos tratamentos de reprodução assistida, em vez de vários embriões, a fim de evitar a ocorrência de uma gravidez múltipla e seus riscos associados, como partos prematuros e baixo peso ao nascer. No entanto, mesmo quando a transferência de um único embrião (SET – single embryo transfer) é realizada, algumas mulheres ainda engravidam de gêmeos ou trigêmeos.


Em um estudo publicado na Human Reproduction, um dos principais periódicos de medicina reprodutiva do mundo, pesquisadores investigaram uma das razões pelas quais isso acontece e, pela primeira vez, conseguiram calcular que a proporção de gestações múltiplas, após a realização da SET, é de 1,6% a 1,36%. Essas gravidezes múltiplas, após a SET, ocorrem como resultado de um processo chamado desdobramento zigótico.


Este estudo analisou 937.848 ciclos de SET  e destacou fatores que podem aumentar os riscos do desdobramento zigótico. Estes incluem o uso de embriões congelados, a transferencia embrionária em estágio de blastocisto (quinto dia de desenvolvimento) e o assisted hatching, na qual uma pequena incisão é feita na camada externa que envolve o embrião (a zona pelúcida) para ajudá-lo a se fixar no útero.


“Um zigoto resulta da fertilização de um óvulo por um espermatozoide e contém toda a informação genética de ambos os pais para formar um novo indivíduo. Ele logo começa a se dividir em muitas outras células chamadas blastômeros, que formam o embrião. A divisão zigótica ocorre, entre os dias dois e seis, quando o zigoto se divide, geralmente em dois, e cada zigoto se transforma em um embrião, levando a gêmeos idênticos, ou trigêmeos, se a divisão for em três. Apesar de a chance ser baixa, isso pode acontecer”, explica a ginecologista e obstetra, Melissa Cavagnoli, da Clínica Hope.


Os autores do estudo analisaram quase um milhão de ciclos de transferência embrionária única, realizados no Japão, entre 2007 e 2014 e que foram reportados ao registro nacional de reprodução assistida japonês (mais de 99% de todos os ciclos de tratamento de reprodução assistida  foram inseridos neste registro desde 2007). Após a SET usando embriões frescos ou congelados, houve quase 277.000 gravidezes clínicas (29,5%), incluindo 4.310 gêmeos (1,56%) e 109 trigêmeos (0,04%). A prevalência de cisão zigótica verdadeira foi de 1,36%, e os pesquisadores descobriram que, em comparação com gestações únicas, o uso de embriões congelados aumentou o risco em 34%, usando embriões em blastocisto o risco aumentou em 79% e onde houve assited hatching, o risco aumentou em 21%.


Os pesquisadores ressaltam que, embora o uso da transferência única de embriões tenha aumentado em todo o mundo, a prevalência de gravidezes por desdobramento zigótico não aumentou. Isso pode ocorrer porque as técnicas de reprodução assistida e também as culturas em que os blastocistos são cultivados no laboratório, melhoraram nos últimos anos, reduzindo o estresse aos embriões. 


A Sociedade Japonesa de Obstetrícia e Ginecologia foi a primeira sociedade mundial a recomendar a SET, em 2008, a fim de melhorar a segurança da reprodução assistida. Como resultado desta política, a proporção de ciclos de SET aumentou para 80%, em 2015, e a proporção de gravidezes múltiplas caiu para 3,2%.


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Diretor Clínico: Dra. Amanda Volpato Alvarez - CRM 122.447 - GINECOLOGIA E OBSTETRICIA - RQE nº 25680 - REPRODUÇÃO ASSISTIDA - RQE nº 25680-1

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